26 de fev. de 2013

Trecho Final: Trairão–Alta Floresta

Por volta das 9h da manhã de quinta estávamos novamente na estrada, enfrentamos mais chuva e lama escorregadia, alguns poucos atoleiros e muitos trechos da estrada em obras. Rodamos até 21h, quando alcançamos a localidade de Castelo de Sonhos, onde dormimos.

140154160181184196203210211244

No dia seguinte pela manhã (sexta) pegamos a BR-163 rumo à Alta Floresta. Agora os trechos asfaltados eram mais frequentes, e, como não choveu, nos poucos trechos de terra enfrentamos muita poeira. Seguimos a indicação de Marmota e paramos para conhecer a cachoeira do Curuá, às margens da BR-163 e, a indicação valeu muito, uma cachoeira linda, Faca Cega e Cowboy até aproveitaram para “sofrerem um banho” rsrsrsrs

251254259268274282283

Almoçamos em Guarantã do Norte. Um pouco mais de estrada (sendo boa parte de terra novamente) e nos deparamos com nossa última travessia de balsa, sob o rio Teles Pires. Do outro lado, já em área do município de Alta Floresta, fomos “presenteados” com nosso último obstáculo, uma passagem sobre a estrada alagada pelo rio Teles Pires. Essa coisa de último isso, último aquilo já é a saudade batendo rsrsrsrs

290301302303306309311321323

Na chegada em Alta Floresta paramos para nos reunir e agradecer o sucesso de nossa viagem, afinal, foram mais de 4,5 mil quilômetros rodados; 698 pontes transpostas (contadas uma a uma por Véio Betinho); diversas situações críticas em alagamentos e atoleiros; enfrentamos o cansaço que por vezes chegou ao limite da exaustão; conhecemos lugares e pessoas inesquecíveis; dividimos histórias, conhecimentos, piadas, causos; alguns dividiram até cama (risos), e tudo isso, quase 25 dias de convivência, sem um discussão sequer, equipe unida do começo ao fim, todos empenhados em participar, em contribuir, construímos uma expedição memorável.

332334335338

No sábado Bacalhau e Lalá seguiram para Cuiabá encontrar com familiares, mas, amanhã, segunda feira, pegaremos o mesmo voo de Cuiabá para Salvador. O restante do grupo, após arrumarem as bagagens nos carros, auxiliaram o embarque da cegonheira, que seguiu para Salvador no domingo cedinho, com Pantera pajeando a preciosa carga, afinal, imaginar nossas viaturas sem estarmos no comando é algo doloroso.

  035036037038039

Domingo passamos o dia inventando o que fazer para o tempo passar: jogo de dominó, compartilhamento de fotos... mesmo porque, voo de volta só na segunda mesmo.

Para finalizar, vale lembrar que em termos de saúde essa viagem também foi feliz. Não houve nenhuma baixa por conta de qualquer tipo de problema de saúde. Ninguém pegou uma gripe sequer ou teve alguma indisposição intestinal por conta de alimentação ou picada de algum bicho, aliás, nem os insetos nos perturbaram muito e, a indicação do repelente Exposis Extreme, utilizado por grande parte da equipe, foi certeira (obrigada Waldecy). Além disso, já estava na programação os retornos prévios de Luiz Resende e Altivo.

Outro destaque que não poderei deixar de fazer foi quanto à participação das “meninas” nessa expedição. Ao longo da viagem descobrimos que o maior receio da organização era que déssemos “trabalho” e, pelos depoimentos, percebemos que até surpreendemos o grupo com nosso comportamento. Participamos de todos os momentos, inclusive dos mais críticos, nem que fosse com a nossa torcida ou rogando por um pouco de juízo (né, Cowboy? rsrsrsrs); entramos na lama literalmente, ora pra trocar de piloto, ora para colocar/tirar uma cinta; cuidamos dos “meninos” lembrando-os do uso do protetor solar, do repelente, de beber água; aprendemos muito sobre pilotagem na lama, em alagamentos, em terreno escorregadio, além da utilização dos equipamentos de resgate; e, principalmente, somamos à nossa vida essa experiência única, de um convívio saudável e respeitoso com pessoas cheias de histórias e lições de vida enriquecedoras.

Tenho certeza que nossa participação também foi enriquecedora ao grupo e, que as próximas edições contem sempre com as mulheres, mas é fato que essa viagem não é como as outras tantas. Para enfrentar a transamazônica é preciso, sobretudo, amar o off road no âmago da palavra, é preciso ter coragem, força e estar preparada para participar de um mundo onde predomina o masculino, e não pode ter “piti” se precisar passar até mais de 30 horas sem banho rsrsrsrs, ou seja, nessa empreitada não tem espaço para frescuras, tem que ser forte, sem perder a graça de ser mulher (difícil, né? rsrsrsrs).

Enfim, todos ganharam, meninos, meninas, e, inclusive os que ainda não puderam vivenciar essa aventura, pois, nas discussões dos nossos clubes em Salvador poderão contar com a opinião e experiência de quem já enfrentou as adversidades da transamazônica, fora as resenhas que, com certeza, causarão boas risadas.

Aproveito o momento para agradecer a todos que de alguma forma auxiliaram/apoiaram o desenvolvimento dessa expedição, em especial a Dino de Alta Floresta, à Prefeita de Nova Bandeirante, à Ricardo da oficina do 180, ao Ronaldo da oficina em Santarém, aos funcionários da pousada de Humaitá, de Lábrea e do hotel em Alta Floresta, ao motorista da cegonheira, entre outros.

Obrigada também pela valiosa companhia e participação a todos que acompanharam nossa aventura pelo blog.

Um beijo e um abraço a todos!

Lu (da Vala)

3 comentários:

  1. Uma grande aventura! Lacos de amizade fortalecidos na lama...nada melhor! Quando eu crecer, quero fazer uma trilha dessas...Bjs em todos,Suzana

    ResponderExcluir
  2. Viagem maravilhosa e com sucesso, parabéns aos aventureiros, um dia estarei nessa farra também!!!
    Abraço
    André

    ResponderExcluir
  3. Muito boa a resenha, Lu. Parabéns a vocês pela expedição. Bem sucedida e, pelo visto, muito divertida! Coelhinho

    ResponderExcluir